Surto de piranhas no Rio Jacuí causa 80% de perdas

Já estão sendo analisadas as sugestões de um abate em massa controlado ou a proibição da pesca do dourado

abr 26, 2021

A presença de piranhas vermelhas, conhecidas também como palometas está colocando em risco o ecossistema e a economia dos municípios banhados pelo Rio Jacuí.   Os secretários Edson Brum (Desenvolvimento Econômico) e Luiz Henrique Vianna (Meio Ambiente) promoveram uma reunião virtual que deve ter desdobramentos durante a semana. Segundo Brum, prefeitos estão preocupados com a situação que pode ter impactos drásticos na economia, no turismo e no próprio equilíbrio ambiental de espécies nativas do rio. Municípios como Rio Pardo, Vale Verde, General Câmara e Cachoeira do Sul já estão em monitoramento constante dos casos que são relatados, a maioria por pescadores. A suspeita é que as piranhas possam ter chegado até o Jacuí por meio de canais de irrigação e outros afluentes.

Pescadores já encontraram espécies de palometas de até quase um quilo. Segundo o secretário Luiz Henrique Vianna (Meio Ambiente), contatos foram feitos com o Ibama para traçar a melhor estratégia. Já estão sendo analisadas as sugestões de um abate em massa controlado ou a proibição da pesca do dourado, predador natural da palometa, como um fomento ao aumento dos cardumes deste peixe no rio, o que também deverá ser feito com cuidado para também não causar outro desequilíbrio ambiental, revela o secretário Vianna. Estimativas que chegaram ao conhecimento dos secretários indicam que o aparecimento das piranhas vermelhas já causa perdas que chegam a 80%. Ou seja, de cada 100 quilos de peixes pescados, 20 são aproveitados.

A Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa, atendendo requerimento da Câmara de Vereadores de Sobradinho, e pedido de pescadores de Cachoeira do Sul, também está organizando para esta quinta-feira, dia 29, às 14 horas, uma audiência pública a fim de debater o tema.